Um desejo, um guia, um grupo, uma escolha

4 ingredientes para o discernimento!

 

Testemunho de Luca, 29 anos.

 

 

 

Hoje, graças ao testemunho de um jovem em caminho, Luca, descobrimos 4 ingredientes fundamentais para o discernimento vocacional.

Como se faz discernimento vocacional? Esta é a típica pergunta que nos é dirigida por muitos de vós, jovens à procura. Nas páginas deste blog tentamos um pouco de cada vez responder de tantos modos diversos, porque o tema é amplo e complexo.

Hoje deixamo-nos ajudar pelo testemunho de Luca, um jovem de 29 anos. Luca conta-nos qualquer coisa da sua experiência de caminho vocacional, em que está dando os primeiros passos.

 

Fala-nos do seu desejo inicial, do procurar depois uma ajuda entre nós frades, um guia para o seu caminho, do seu sim à proposta de participar no grupo vocacional e, por fim, da sua decisão de continuar o discernimento na experiência do postulantado.

Estamos certos que a experiência direta de quem se está pondo em caminho a sério, possa ser de ajuda a muitos. Por isso convido quem entre vós ainda está relutante, amedrontado, bloqueado: não temer!

 

O Senhor deseja apenas que a tua vida seja plena. Faz-te ajudar no caminho! Nestes dias estamos recolhendo as adesões para o Grupo Vocacional que iniciará precisamente nas próximas semanas: escreve-me e falaremos em seguida.

Agradecemos ainda a Luca pelo seu testemunho e pelo seu caminho, que enriquece a todos.

Frei Zé Carlos   -  freizecarlos@gmail.com

 

 

 

Testemunho do Lucas

Tentarei dar o meu testemunho, mesmo se resulta difícil para mim, concentrar tudo aquilo que aconteceu desde o início do meu caminho vocacional desde 2019, até hoje. Certamente desde quando tive a oportunidade de me interrogar de modo sério, profundo sobre os sentimentos confusos que me habitavam e a graça de ser acompanhado neste caminho, a minha vida mudou.

Penso que os passos principais do meu caminho, que espero possam ser de ajuda para vós, se possam retirar de alguns versículos do evangelho de João no capítulo 15.

Um desejo

Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Todo o ramo que em mim não produz fruto, corta-o, e todo o ramo que produz fruto, poda-o para que produza mais fruto.

Sentia uma inquietação interior, não me sentia satisfeito, parecia-me que faltava qualquer coisa, como um puzzle onde falta uma peça para ser completo; aquela exigência de ter um objetivo na vida, de produzir fruto precisamente; aquela vontade de se gastar, não para si, mas para os outros, não só através do voluntariado, o catecismo, quando tinha tempo livre do trabalho, mas sentia crescer em mim, uma necessidade de me fazer dom para os outros de maneira total.

Para retomar as palavras do evangelho, era necessário deixar-me podar, para poder, como pessoa de vista e modos limitados, conseguir a produzir mais fruto, através de Deus que é o agricultor e sabe bem como e quando.

Um guia

Permanecei em mim e eu em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanece na videira, assim também vós se não permanecerdes em mim.

Permanecer no Senhor, não se consegue sozinhos, mas é fundamental fazer-se ajudar pelos outros, antes de mais por uma figura preciosa (que aconselho vivamente), o guia ou padre espiritual. O confronto com o guia de facto, fazendo-me “de espelho”, ajudou-me a ir em profundidade, ao centro da minha fé; à minha relação com o Senhor e com os outros, a uma melhor compreensão daquilo que sou e que sinto, a ver o belo e o bom dentro de mim e nas dificuldades, mas também a conseguir perdoar-me.

Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, produz muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.

É mesmo difícil abrir-se aos outros, as causas são muitas; medos, desilusões sofridas, etc. para mim não foi simples o no início, mas é fundamental fiar-se dos outros e do Senhor, sem temor de ser julgados, porque só assim se pode crescer no caminho da própria vida, nas relações.

Fechando-se em si próprios não se vai em frente, mas permanece-se parados, enquanto, toda a vocação é vida, para viver é preciso pôr-se em movimento, arriscar.

Para mim, compreender que sou um ramo da videira que é o Senhor, foi muito importante, não uma raiz escondida ou cortiça que fica ali…, mas um ramo! Uma parte da videira importante, com gemas que depois da floração produzem fruto!!! 

Esta consciência levou-me a decidir pôr-me em jogo, saindo da minha “zona de conforto” e a deixar de usar a justificação da timidez; para ter finalmente a coragem de me mostrar aos outros, aos irmãos em caminho comigo e aos frades.

 

Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quereis e vos será dado. Nisto é glorificado o meu Pai: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

Uma vez que nos fiamos, é preciso ter a coragem de compreender, que não se vai em frente só com as próprias forças, mas é necessário que alguém, mais experiente que tu, porque passou primeiro pela estrada que estás a percorrer, te acompanhe, te dê os instrumentos certos para poder intuir que direção tomar entre as muitas; isto para mim tornou-se claro quando ouvi os vários testemunhos para escolher depois, que vocação sentia mais próxima de mim; como sou chamado a “consumar” a minha vida, tornar-me discípulo do Senhor, gastar os dons que recebi, interiorizando a sua Palavra para a poder pôr em prática.

Um grupo

Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Finalmente senti, que estava pronto para me pôr a caminho numa direção especifica, compreendendo que sentia e sinto a vocação franciscanamais próxima daquilo que sou, dos dons que me foram dados; tomando a decisão de jogar todas as energias e o meu tempo nisto, participando no Grupo São Damião.

Existiram, ao longo deste caminho, altos e baixos, dúvidas, incertezas, mas também consciência dos meus limites, da minha pequenez, e confiança que só nas mãos do Senhor que me ama, posso tornar-me seu instrumento precioso. Pus-me em discussão, pude de verdade, um pouco de cada vez tornar-me uma pessoa mais serena que se sabe apreciar mais. Crescer no amor do Senhor, para com os outros e também para comigo mesmo.

As grandes águas não podem apagar o amor nem os rios o podem extinguir. (Ct 8,7)

Além da vontade de levar a cumprimento esta etapa do caminho, foi muito importante o Grupo, porque saber que não estás sozinho em caminho, poder-se confrontar com jovens de várias idades, que embora com experiencias diversas, se estão colocando as tuas mesmas questões e têm, talvez os teus mesmos medos e dúvidas, ajudou-me a ter a força de não parar e aprender a apoiar os outros, naturalmente com a inevitável preciosa presença dos frades, que nos acompanham, para nos ajudar a crescer no amor. Disto agradeço seja que a uns que aos outros pelo seu contributo precioso no meu caminho.

Uma escolha

Disse-vos isto para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei.

No final desta etapa do caminho, avaliei os frutos que maturaram; pondo-se em jogo com sinceridade vêem-se os resultados; de facto descobri mais consciência de mim mesmo, sobre aquilo que posso oferecer aos outros; mas também de ser amado pelo Senhor assim como sou, embora imerecidamente, além de conseguir ver também a beleza que habita dentro de mim. Tudo isto me dá uma alegria profunda, que se transforma em amor e desejo de “o pôr a circular” para os outros.

 

Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para irdes e dardes fruto e o vosso fruto permaneça. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.

Eis-me então chegado há pouco tempo, a ter escolhido de querer arriscar concretamente, deixando a minha “vida cómoda”, por um futuro certamente com tantas incógnitas, ao qual me sinto chamado, por Aquele que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6) e entrar portanto, no postulantado em Brescia , a fazer experiência e continuar o meu discernimento.

Jovens como eu em procura, digo-vos: coragem! Não tenhais medo de vos pôr à procura da vossa vocação, seja ela qual for; porque como me disse uma pessoa sábia: “Se sentes que aquilo que fazes, te faz crescer no amor, então é a estrada certa”. Onde há amor, alegria e fraternidade ali está o Senhor!

 

Peço-vos uma oração por todos os jovens, especialmente por aqueles que caminham comigo, pelos jovens que farão experiência no Grupo São Damião 2021-2022 , e também por todos aqueles que são chamados a guiar-nos, para que o Espirito do Senhor os ilumine sempre para uma única direção… a que conduz até Ele!!!

Louvemos sempre o Senhor que nos ama!!!!

O Grupo São Damião durante uma peregrinação

 

 

CONTACTOS EM PORTUGAL

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frei André Scalvini – Lisboa                                             

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frei Tiberio Zilio – Lisboa                                                                             

tel. 21. 837 69 69          ou     tiberiozilio@gmail.com

 

 


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