Jovens Frades na Estrada

JOVENS FRADES NA ESTRADA – FALA-NOS FREI TIERRY

  

 

 

Caros amigos em caminho e em procura vocacional,

o Senhor vos dê a paz.

Hoje proponho-vos a história de um encontro casual, mas profundo e verdadeiro acontecido na estrada, entre uma mulher triste e a sofrer e um nosso jovem frade, frei Thierry, estudante de teologia em Pádua.

 

Ser frade, crede-me, é sempre uma ocasião para situações semelhantes relativamente a tantas pessoas, onde com mais facilidade se superam barreiras e apreensões e sem demasiados obstáculos nos encontramos a partilhar. Certamente, isto é favorecido pela força do nosso carisma franciscano, da "pobreza" e fraqueza e simplicidade com que somos chamados a apresentar-nos e a estar entre as pessoas, da humanidade simples e próxima que, frequentemente para nosso pesar, conseguimos manifestar e suscitar, daquela liberdade e despreocupação às vezes inconsciente que nos vem da fé e do facto de nos sentirmos amados pelo Senhor… não obstante os nossos pecados e limites!!!

Portanto… ser frade… é belo!

Testemunho do Frei Thierry

«[Francisco] assegurava que a alegria espiritual é o remédio mais seguro contra as mil insidias e astúcias do inimigo» [2C 125; FF 709]

Na minha pequenez desejo viver da “alegria espiritual” desde quando participei na JMJ 2011 em Madrid. Recordo com clareza a homilia de um frade sobre a santidade de Francisco, e particularmente sobre a alegria bela, divina que procurou e testemunhou na sua vida: naquele momento surgiu em mim este anseio.

Assim, voltando à Faculdade num belo dia de Primavera, estava a rezar o santo Rosário pelas ruas de Pádua. Cruzei-me com uma senhora e dirigi-lhe um sorriso.

Quase imediatamente ela me parou: “Padre! Padre!”.

Surpreendido, voltei-me e cumprimentei-a: “A Paz esteja consigo! Diga-me senhora.”

“Desculpe, disse-me, parei-o porque você me sorriu, e eu não aguento mais…”

Partilha comigo com confiança e simplicidade os profundos sofrimentos que atormentam o seu coração de mãe. Ouço-a e proponho-lhe rezar juntos ao Senhor. Pedimos a sua bênção por intercessão da Virgem Maria, fiel Mãe do Senhor presente aos pés da Cruz, à qual Ele mesmo nos confiou na sua Paixão. Depois de ter rezado saudámo-nos e continuámos os nossos respetivos caminhos.

 

Caminhando um pouco realizo aquilo que me foi apenas dito: “…parei-o porque você me sorriu…”!

Contemplo a promessa e o desejo do Senhor Jesus neste nosso encontro. E voltam-me à mente as suas palavras na última Ceia: «Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa!» [Jo 15,11]

Que maravilha saborear esta Tua Alegria que nos foi dada,

Tu que suscitas comunhão entre os Teus irmãos e irmãs, através dos sinais mais simples e humildes.

Louvor a ti Senhor, que na Tua Bondade nos ofereces de viver dos Teus dons.

Concede-nos escolher de viver da Tua Alegria, por intercessão dos santos Francisco, Clara e António, para que sejamos testemunhas do Teu Amor por cada nosso irmão, cada nossa irmã. Ámen! Aleluia!

 

Pensa nisto!


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