São Francisco de Assis e Carlo Acutis: tão longe na história tão perto na santidade

São Francisco de Assis e Carlo Acutis: tão longe na história tão perto na santidade.

O carisma franciscano tinha fascinado Carlo desde criança.

Não é por acaso que seja Assis o lugar da beatificação de Carlo
Acutis, em programa para 10 outubro 2020, na Basílica de São
Francisco. Carlo e Francisco estão ligados por muitas coisas em
comum. O carisma franciscano tinha fascinado Carlo desde criança.
Lia com gosto os escritos de Francisco e os biógrafos que dele
narraram a vida e os gestos.
Existem passagens de Tomás de Celano, por exemplo, que
comovem também os adolescentes distraídos e não muito
religiosos. Um dos mais caros a Carlo é aquele escolhido para a


“Liturgia das Horas” do dia 2 agosto (Festa da Porciúncula), que um
franciscano de Santa Maria dos Anjos lhe tinha fotocopiado.
No livro de Luigi Francesco Ruffato “Carlo Acutis – Adolescente
enamorado de Deus” (edições Messaggero Padova) metem-se em
evidência pelo menos três coisas que unem Carlo e Francisco.
1) O amor pelos animais
Nas Fontes Franciscanas (n. 458) lê-se que são Francisco até pelos
vermes sentia grandíssimo afeto. Um dia, caminhando, apercebeu-
se de um verme que se arrastava pela estrada e corria o risco de
ser pisado. Parou, esperou que terminasse o trajeto e depois
escondeu-o num lugar seguro.
Qualquer coisa de parecido aconteceu também a Carlo. «Um seu
amigo, conta o biografo Nicola Gori (cf. Um génio, p. 75), viu uma
sardanica por cima de uma rocha e matou-a com uma pedra, sem
motivo. Carlo ficou de tal maneira desagradado pela morte do
animalzito indefeso que a mãe, para o consolar, lhe garantiu uma
vida feliz da sardanisca com Jesus».
Estava convencido que os animais tivessem uma alma vivente, à
qual Deus tinha reservado um lugar no paraíso. Não teriam
acabado no nada. O cast de uma sua curta-metragem era formado
por dois gatos, quatro cães e alguns peixes vermelhos.
2) Jesus e a Eucaristia
Há um particular que contradistingue Carlo de espírito franciscano:
o amor, o culto de são Francisco pela eucaristia. Tinha transcrito
para si estas palavras de Francisco:
«Eis, todos os dias Ele se humilha, como quando da sede real
desceu ao ventre da Virgem; todos os dias Ele mesmo vem a nós
em aparência humilde; todos os dias desce do seio do Pai sobre o
altar nas mãos do sacerdote. E como aos santos apóstolos se
mostrou na verdadeira carne, assim também agora de mostra a nós
no pão consagrado. E como eles com os olhos do seu corpo viam
apenas a carne Dele, mas, contemplando-o com os olhos do
espirito, acreditavam que Ele era o mesmo Deus, assim também
nós, vendo pão e vinho com os olhos do corpo, devemos ver e
acreditar firmemente que este é o seu santíssimo corpo e sangue
vivo e verdadeiro (…)».


No capitulo XX da Regra não bulada, Francisco recomenda aos
seus frades que «contritos e confessados recebam o corpo e o
sangue do Senhor nosso Jesus Cristo, com grande humildade e
veneração, recordando que o mesmo Senhor diz: “Quem come a
minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”, e ainda:
“Fazei isto em minha memória”».
Carlo acreditava firmemente que a eucaristia é o coração de Jesus,
realmente presente no mundo, como quando no tempo dos
apóstolos os discípulos podiam vê-lo em carne e osso caminhar
pelas estradas de Jerusalém. Costumava dizer: «A eucaristia é a
minha autoestrada para o céu».
3) Maria, modelo de virtude cristã
Francisco nutria um indizível amor pela Mãe de Jesus, cantava-lhe
louvores particulares, porque tornou Deus nosso irmão, direita de
pé junto da cruz, sobre a qual porem não pôde subir, à diferença da
pobreza; tipo e modelo de todas as virtudes cristãs (cf. FF, na voz
Maria).
Os biógrafos de Carlo falam-nos da sua devoção intensa a Maria
Imaculada, como se rinha revelado em Lourdes, espelhada na
reflexão sobre os mistérios da vida terrena de Jesus, que
acompanham o santo Rosário. Dizem-nos os especialistas da sua
vida que acolheu com alegria os «mistérios da luz» propostos pelo
papa João Paulo II como premissa às dezenas de Ave Maria.
Gori, o postulador da causa de beatificação de Carlo, escreve: «A
Virgem Maria é a outra grande coluna da espiritualidade de Carlo.
Rezava-lhe todos os dias».

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