Carta de um jovem

Carta de um jovem aos jovens para o novo ano 2021

Leonardo – jovem de 18 anos – escreve aos coetâneos

 

Hoje partilho uma belíssima mensagem que Leonardo, um jovem de 18 anos, quis escrever a todos os jovens para o novo ano de 2021.

 

Coração, Relações, Projetos, são as três palavras que orientam a sua reflexão e estou convencido que poderão ajudar também cada um de vós.

Um grande obrigado a Leonardo por quanto nos ofereceu e também por se ter “exposto” e “lançado” oferecendo-nos no fundo um pedaço do seu caminho de vida e de fé.

Somos todos convidados a rezar por ele também pelo seu percurso de discernimento vocacional que está frequentando.

Leonardo, de facto, há vários meses participa no Grupo vocacional são Damião.

Frei Zé Carlos

 

Carta de um jovem aos jovens para o novo ano 2021 – de Leonardo Ramella

Caros jovens

Caros jovens, praticamente estamos há alguns dias imersos neste tão esperado 2021, esperado não por grandes iniciativas ou eventos particulares quanto mais para dizer adeus àquela especular e tremenda cifra do vinte-vinte.
um início, aquele deste novo ano, um tanto ou quanto diverso: se por um lado existe uma grande esperança em tempos melhores, por outro uma certa inquietação pesa sobre os nossos corações.

Refleti sobre isto, antes do clássico countdown, pensei no brinde do ano antes, juntamente com os amigos entre gritos, foguetes, beijos e abraços e uma grande confiança e esperança num ano cheio de projetos e acontecimentos, em poucas palavras, num ano frenético! Uma frenesia varrida pela pandemia um par de meses depois…

Agora sem me meter nos grandes sermões que ouvimos durante todo o ano sobre os vários lados positivos que teriam acontecido, paro sobre aquilo que percebi deste tempo, em particular sobre três pontos: coração, relações e projetos.

Coração

Digo “coração” porque representa a nós mesmos, por inteiro, espírito e mente, e entrar na profundidade do nosso coração permite-nos conhecer-nos a nós próprios e perceber aquele Amor tão grande e gratuito de Deus.

 

Aquele travão brusco e violento posto à frenesia dos nossos dias obrigou-nos a parar e a olhar para a única coisa que ninguém podia tirar-nos: o nosso coração e a presença do Senhor nele.

Naqueles momentos tão pessoais, que podiam parecer inúteis, aprendi a aceitar aqueles lados contraditórios de mim que pesavam tanto e ocupavam os meus pensamentos até não sentir aquela humilde voz que me empurrava a deixar de perder tempo a procurar a perfeição quando a última coisa a que Deus olha é precisamente a nossa humana inaptidão. Dali nasceu um diálogo sempre mais forte que me levou a alargar os meus horizontes e começar um caminho como o do grupo vocacional São Damião.

Relações

As relações não precisam de muita apresentação porque a sua falta foi percebida por toda a gente e ainda hoje se nota aquele submisso sofrimento no não poder ter aquele contacto tão fraterno de um abraço ou de um aperto de mão!

Tecer relações sem ter a pessoa perto é verdadeiramente difícil e cansativo também com os próprios amigos, porque entre mensagens, chamadas e videochamadas tantas vezes não se tem a vontade de responder, mas erra-se!

O confronto com os outros, que nestes meses aprendi a chamar irmãos, é essencial e sempre um enriquecimento biunívoco, cada um de nós possui riquezas que não pode ter para si e mesmo inconscientemente as transmite aos outros e vice-versa.

Projetos

Penso aos tantos projetos agora não mais realizáveis ou sempre adiados no tempo que este ano causou, e na minha vida de jovem rapaz do quinto ano do liceu compreendi que muito frequentemente os objetivos que nos propomos se apoderam da nossa vida.

Queremos tudo e já e pensamos que a nossa felicidade dependa só da sua realização; talvez encham as nossas jornadas de pensamentos fazendo-nos fechar em nós próprios, sem um diálogo nem interior nem fraterno.  E se depois descobrimos que tínhamos errado tudo?

Construamos o hoje e preparemo-nos para o amanhã, vivamos um quotidiano ativo, feito de coisas simples, uma ajuda a mais na família, na escola, na paroquia, exponhamo-nos nas situações onde sabemos que podemos ser de ajuda e plantemos aquela semente que produzirá os seus frutos muito mais adiante, mas pelo menos hoje iniciamos e todos os dias teremos tanto para oferecer ao Senhor!

Felicidades

Por isso caros jovens em caminho como eu, desejo-vos um ano onde redescobrir os talentos que o Senhor colocou no vosso coração, de usá-los pelos vossos irmãos guiados pelo Espírito Santo de conseguir a sentir aquele chamamento que o Senhor sussurra com doçura ao nosso coração e de tentar assim responder sinceramente ao àquela pergunta que Jesus hoje faz a cada um de nós: “O que procurais?”

 

                      Leonardo Ramella Pralungo

 

 

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