Quando o “SIM” e o “NÃO” se combatem...

Quando o “SIM” e o “NÃO” se combatem...

Caros amigos,

O Verão já terminou é tempo de recomeçar, é sempre ocasião para muitos jovens se interrogarem mais profundamente sobre o sentido da própria vida e vocação e DECIDIR algum passo importante (começar a universidade ou um trabalho, frequentar um curso particular ou um grupo, mas também, para algune, entrer no postulantado ou no noviciado.

 

Para quem, se calhar há pouco tempo, foi tocado no coração pela inesperada pergunta semeada pelo Espirito, "queres dedicar a tua vida ao Senhor? Já pensaste em consagrar-te e tornar-te frade?", antes de mais trata-se de decidir se aprofundar esta intuição, e verificá-la; se aceitar ou não fazê-la sair a descoberto participando finalmente num grupo de discernimento vocacional (como por exemplo o Grupo São Damião) ou mesmo só dar-se a autorização de iniciar a falar do assunto com um guia espiritual. São coisas que não podem ser dadas por descontadas!

 

Como talvez já experimentastes, colocar-se em escuta de um possível chamamento de Deus, leva imediatamente a uma mudança interior às vezes dilacerante, entre o alternar-se de SINS generosos e de NÃOS cheios de medo e temerosos. Se isto não deve admirar, o risco de escapar ou adiar o “tapar-se os ouvidos" é sempre muito forte (cúmplice também do nosso contexto cultural).

 

Uma certeza pode animar-nos e guiar-nos: se é Deus que nos fala, Ele quer certamente o melhor para nós (não quer, portanto, “tramar-nos”) e não se perde nada escutando-o e seguindo-o … pelo contrário!

O medo que ao contrário, produz inquietação interior, confusão e tristeza, não vem de Deus … sobretudo se se trata de um medo que nos paralisa, nos impede de agir, nos induz à fuga mais que ao confronto e à verificação.

 

Os grandes mestres de vida espiritual recomendam sempre, nestes casos, para agir precisamente ao contrário de quanto o medo leva a fazer e concretamente, em vez de nos atormentarmos interiormente (as clássicas paranoias!), convidam a falar do assunto com confiança a um confessor ou diretor espiritual, ou a qualquer outro sacerdote ou religioso/a de quem nos fiamos. Muito útil será, depois, frequentar alguns cursos de verificação e de discernimento vocacional  (como o São Damião) onde com outros jovens e orientadores sábios, se pode abordar e olhar mais de perto estas questões.  

 

Trata-se de decisões nem sempre fáceis nem dadas por descontadas, mas podeis crer que vale a pena! Vale sempre a pena tentar pôr-se em jogo e verificar e pedir ajuda... em vez de fugir e ignorar. O Senhor depois, a quem se “joga” por Ele, nunca fará faltar a Sua presença!

 

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